O cenário político na América Latina atingiu um ponto de ruptura nesta segunda-feira (5), após o governo da Venezuela classificar a operação militar dos Estados Unidos como um “sequestro político” do presidente Nicolás Maduro. A vice-presidente Delcy Rodríguez exigiu “prova de vida imediata” e responsabilizou diretamente a Casa Branca pela integridade física do mandatário.
Os pontos centrais da crise:
- A Ofensiva: Tropas dos EUA realizaram uma incursão que resultou na captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, agora sob custódia em Nova York.
- A Justificativa: Washington alega combate ao narcotráfico e ao “Cartel de los Soles”, acusações que Caracas rebate como fabricadas para justificar o controle do petróleo.
- Reação de Caracas: O governo interino de Rodríguez rejeitou qualquer “governo de transição” imposto por Washington e convocou o apoio de aliados como China, Rússia e Irã.
A ação de Donald Trump é vista por analistas como um aviso explícito ao Sul Global. Enquanto líderes como Javier Milei celebram a intervenção, outros países mantêm um silêncio cauteloso, calculando os custos geopolíticos de uma afronta direta aos interesses americanos. O caso coloca o Brasil e a integração regional em uma posição de responsabilidade histórica diante da violação do Direito Internacional.