Uema divulga resultado do Paes 2026; confira a lista

uema paes 2026 capa

O resultado do Processo Seletivo de Acesso à Educação Superior (Paes 2026) foi divulgado no início da tarde desta segunda-feira (2) pela Universidade Estadual do Maranhão (Uema). O vestibular oferece vagas para cursos superiores da própria Uema e da Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (UemaSul). Nesta edição, o Paes disponibiliza 5.980 vagas, sendo … Ler mais

Ano eleitoral expõe incoerência e hipocrisia do Congresso na segurança pública

31205590 high 1024x683 1

A caminho de mais um ano eleitoral, a segurança pública voltou ao centro da agenda do Congresso Nacional. A mobilização legislativa é intensa, mas desigual. Prioridades se deslocam, respostas se contradizem e o poder punitivo do estado é acionado de forma seletiva. No final de outubro de 2025, forças da segurança pública do Rio de … Ler mais

Tarcísio quer reorganizar escolas públicas com planos sem evidências que fazem alunos de cobaia 

Renato Feder e Tarcísio de Freitas. (Foto: Nino Cirenza/Ato Press/Folhapress) Há dez anos, em setembro de 2015, o governo de Geraldo Alckmin, então no PSDB, anunciou que iria transferir mais de um milhão de alunos da rede estadual de São Paulo para separar os ciclos do ensino fundamental e o ensino médio em escolas distintas. … Ler mais

Meditação reduz dor crônica em mulheres com disfunção na mandíbula, diz pesquisa da USP


Pesquisa da USP Ribeirão Preto usa meditação para tratar Disfunção Temporomandibular
Uma pesquisa realizada pela Escola de Enfermagem da USP de Ribeirão Preto (EERP-USP) apontou que a prática regular de meditação pode diminuir a dor crônica em mulheres com Disfunção Temporomandibular (DTM).
O estudo acompanhou 53 mulheres entre 18 e 61 anos ao longo de oito semanas e registrou melhora no limiar de dor, redução de marcadores inflamatórios e benefícios emocionais associados ao estresse e à sensibilidade dolorosa.
A Disfunção Temporomandibular (DTM) é uma condição que afeta as articulações responsáveis por abrir e fechar a boca e os músculos da mastigação. Pode causar estalos, dificuldade de mastigar, dores na mandíbula, cabeça e ouvido, além de impacto na rotina e na saúde mental.
✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp
Segundo especialistas, é de duas a três vezes mais comum em mulheres e, quando se torna crônica, tende a alterar mecanismos do sistema nervoso central, ampliando a percepção da dor.
O estudo foi conduzido no Centro de Mindfulness e Terapias Integrativas da USP, e publicado no Journal of Oral Rehabilitation. Nele, os pesquisadores buscaram avaliar como a meditação de atenção plena, o “mindfulness”, poderia ajudar mulheres que convivem com o problema.
Segundo a coordenadora da pesquisa, Edilaine Gherardi Donato, a dor crônica afeta a função muscular e os mecanismos de saúde mental. Ela explica que estratégias que unem corpo e mente ajudam a reduzir esse ciclo.
“A dor é um fator que gera sofrimento contínuo e desencadeia estresse físico e emocional. Quando promovemos saúde mental por meio de estratégias que conectam corpo e mente, prevenimos o adoecimento e ampliamos a qualidade de vida”.
Mulheres participaram de programa de mindfulness de oito semanas para reduzir dor crônica causada por disfunção na mandíbula
Carlos Trinca | Reprodução EPTV
Rotina de dor crônica impactava sono, humor e relações
Entre as voluntárias está Maria Fernanda Capeli, que convivia com dor intensa na mandíbula e na cabeça, o que afetava inclusive a rotina em casa e no trabalho.
“Quando você chega do dia cansada e aquela dor vem com tudo, isso impacta relações, humor, disposição. A tensão só aumenta”, relatou.
LEIA TAMBÉM:
Laboratório inédito recém-lançado pela USP estimula sentidos para melhorar bem-estar de idosos; conheça
Pesquisadores da USP Ribeirão criam ferramenta com Inteligência Artificial capaz de prever agressividade do câncer
Braço robótico da USP vira aliado em terapias contra Parkinson, esquizofrenia e até depressão; conheça
Melissa de Oliveira Melchior, fonoaudióloga e pesquisadora da USP de Ribeirão Preto, explica que esses sintomas são comuns.
“Os principais sinais da DTM incluem estalidos, ruídos articulares, dor na musculatura da mastigação, cansaço para mastigar e dores de cabeça. É uma condição multifatorial e semelhante, por exemplo, à dor crônica nas costas”.
Como foi feita a pesquisa
Parte das mulheres participou de sessões semanais guiadas de mindfulness, além de exercícios diários em casa. O programa teve duração de oito semanas, com práticas que começaram em cinco minutos por dia e chegaram a 30 minutos.
As atividades incluíam exercícios de respiração, consciência corporal e atenção a pensamentos e emoções, além de meditações em diferentes posturas.
Já a outra parte das mulheres integrou o grupo controle e não recebeu nenhuma intervenção durante o mesmo período. Elas foram acompanhadas para garantir que não iniciaram outro tipo de tratamento.
As pesquisadoras compararam exames de sangue e avaliações de sensibilidade antes e depois do período de intervenção.
Para medir a percepção de dor, foi aplicada uma pressão gradual em pontos específicos da face e do corpo, método usado para identificar o limiar doloroso.
De acordo com Melissa, a avaliação do limiar de dor mostrou mudança consistente nas voluntárias que participaram das sessões. Ela destaca que esse avanço foi percebido no dia a dia das mulheres.
“Antes da intervenção, a dor surgia com pouca pressão. Depois das oito semanas, as participantes suportaram mais estímulo até que a dor aparecesse. A diminuição da sensibilidade se refletiu na rotina e na realização das atividades.”
Pesquisadoras da USP de Ribeirão Preto (SP) analisaram marcadores inflamatórios e perceberam melhora após a prática regular da meditação
Carlos Trinca | Reprodução EPTV
Além da melhora clínica percebida pelas participantes, os exames mostraram mudanças biológicas importantes. De acordo com a pesquisa, houve:
Diminuição de marcadores inflamatórios;
Redução do estresse oxidativo;
Aumento de marcadores de neuroplasticidade, o que indica envolvimento cerebral positivo no controle da dor.
O estudo também registrou queda da catastrofização da dor (quando a pessoa concentra toda a atenção no incômodo, o que amplia a sensação dolorosa), além de melhora na regulação emocional e na consciência corporal.
“É uma mulher com dor crônica, mas agora com um corpo menos inflamado. Os marcadores mostram que o organismo respondeu ao processo de atenção plena”, afirma Edilaine.
Impacto na rotina e mudança de hábito
Os resultados indicam que a meditação pode ser aliada no tratamento da Disfunção Temporomandibular (DTM), que exige abordagem multidimensional. Embora a dor não desapareça completamente, as participantes passaram a lidar melhor com ela.
“A dor continua existindo, mas deixa de ocupar 100% da atenção. Isso abre espaço para autocuidado e para lidar com pensamentos e emoções negativas”, explica Edilaine, coordenadora da pesquisa.
Para Maria Fernanda, a meditação se tornou parte da rotina. “Tem que levar para a vida. Se não inserir na rotina, não funciona”.
A meditação integra a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) do SUS desde 2017. A técnica pode ser oferecida em unidades de saúde como forma complementar de cuidado.
A proposta, segundo as pesquisadoras, não substitui tratamentos convencionais, mas amplia o cuidado integral.
“A ideia é que a pessoa tenha autonomia para compor seu tratamento com diferentes possibilidades. Não é escolher entre medicação e meditação, mas unir estratégias que façam sentido e promovam saúde de forma integral”, afirma Edilaine.
Maria Fernanda Capeli participou do estudo e relata que a meditação ajudou a reduzir a dor e a melhorar a rotina
Carlos Trinca | Reprodução EPTV
Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca
VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

Associação ligada ao agro quer influenciar planos de educação estaduais e municipais

O agro está se arvorando para a cima da educação nacional – e isso não é uma figura de linguagem. Por meio da associação De Olho no Material Escolar, o setor já influencia parlamentares, propondo emendas sobre o que deve ser ensinado em sala de aula. Agora, mira os planos estaduais e municipais de educação.  … Ler mais

Por que este pesquisador brasileiro negou um prestigioso prêmio bancado por uma big tech

O sociólogo brasileiro Oscar D’Alva ganhou o prêmio de melhor tese em língua portuguesa da Association of Internet Researchers, a AoIR, na sigla em inglês, um dos mais prestigiosos do mundo na área de pesquisa de internet. Mas ele nunca subiu ao palco do congresso da associação, que aconteceu em outubro, para recebê-lo.D’Alva recusou o … Ler mais